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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
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Espaço xenofobia 10 coisas odiáveis nos brasileiros
1-Carmen Miranda é uma das caras mais reconhecíveis do cinema de Hollywood e chegou a ser a artista mais bem paga dos Estados Unidos durante a década de 40. Além disso, é talvez a celebridade brasileira mais conhecida em todo o mundo. Mais ainda do que Pelé, visto que a sua popularidade não se limita ao mundo que aprecia futebol. Isto tudo apesar de ser natural de Marco de Canaveses. Quanto à nacionalidade portuguesa de Roberto Leal, já ninguém tem dúvidas. 2-Uma boa parte dos brasileiros acredita que neva em Lisboa durante o Inverno (mais do que uma vez em cada três décadas) e que há morsas e ursos polares a passear sobre a superfície congelada do Tejo. 3-O brasileiro médio consegue manter um diálogo completo com apenas duas letras. Segue-se um exemplo: -Gerson, é você? -Oi! -Você ainda está doente, rapaz? -Oi? -Ouvi dizer que esteve internado no hospital. ‘Tá tudo bem agora? -Oi. -Bom, vou indo. A gente se vê por aí. -Oi… -Escuta só, você não quer ir no meu apartamento? Mandei instalar um solário. Podemos ficar lá peladões curtindo o ultravioleta. Que tal? -Sai para lá, boiola. ‘Tou nem aí! Ou quase… 4-O hino nacional português dura cerca de um minuto. A duração média do hino da maior parte dos países do mundo não anda muito longe desse valor. O hino nacional brasileiro chega quase aos quatro minutos, estratégia desenhada com o objectivo de desmotivar os adversários em eventos desportivos e possibilitar vitórias por falta de comparência. A letra fala (e fala e fala e fala mais um bocadinho) da heróica conquista da independência do Brasil. E adivinhem quem são os maus da fita durante os quatro minutos inteiros. 5-O Brasil tem cerca de 186 milhões de habitantes. Existem quatro brasileiros que conseguem realmente imitar a pronúncia portuguesa de forma aceitável. 185 milhões e meio acha que consegue. Dois terços desses não têm qualquer pudor em fazer a sua imitação em público. Mesmo que seja em plena Rua Augusta. 6-Graças ao contributo inestimável da comunidade portuguesa emigrada no Brasil, qualquer brasileiro que se preze tem sempre presente a imagem do português de farto bigode, boina e pouca destreza mental, atrás do balcão de uma padaria ou frutaria. Mesmo que nunca tenha conhecido um português de Portugal. Mesmo que ache que Portugal é um estado remoto entalado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná. Com a inversão da tendência migratória e a vinda para Portugal de muitos brasileiros, parecia chegada a altura mostrar como são os portugueses reais e acabar com o estereótipo. O que não aconteceu. É possível encontrar um brasileiro entalado entre uma drag-queen de 2 metros vestida com tubos de néon e um ganster urbano da Margem Sul num arraial Gay Pride (não me perguntem o que lá fazia o gangster, cada qual sabe de si) e, para todos os efeitos, este verá apenas o Manoel e a Maria a dançar o corridinho. 7-Dodecacampeão. É o título que espera a selecção de futebol brasileira quando vencer o seu 12º campeonato do mundo. Mais vale desistir já e evitar lesões graves na língua. 8-O brasileiro é místico por natureza. Espiritismo, candomblé, Igreja Universal, cristais, auras, vidência, chakras, Paulo Coelho. E a passagem de ano na praia vestido de branco dos pés à cabeça com um galo preto decepado numa mão, um coco na outra e um charuto aceso entre os lábios. Uma bofetada na cara e talvez ganhassem juízo. 9-O estado normal do comum dos mortais é uma apatia receptiva e amistosa. O estado normal do brasileiro-padrão é uma euforia histérica e uma aparente paixão incontrolável por qualquer desconhecido que lhes dirija a palavra. Pode ser só simpatia inata. Ou estão a tentar disfarçar que planeiam esventrar-nos com uma colher de sobremesa. 10-Por
ano, morrem cerca de 400 portugueses durante a época do Carnaval
depois de tentarem sambar e acabarem com fracturas expostas em ambos
os fémures, as rótulas descarnadas e os ossos da bacia
enfiados pela cavidade estomacal dentro. Alguém podia explicar
que é preciso nascer abaixo do Equador para dançar o samba.
Ninguém o faz. E o motivo é só um. Crueldade pura.
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