Governo garante que comemorações do 25 de Abril do próximo ano serão ainda mais impopulares
“Foi com muita satisfação que vimos o nosso plano guesultag na pegfeição,” afirmou o ministro, “Ao comemogag a guevolução de uma fogma ofensiva paga a população, espegávamos que os pogtugueses se gueunissem contga o govegno em togno de uma festa que, de ano paga ano, ia tendo cada vez menos aceitação.” Recorde-se que as comemorações deste ano foram marcadas por uma série de medidas do governo que muitos encararam como forma de dar menos importância à data do que aquela que teve efectivamente, visto que os membros do actual governo não sentem grande proximidade com os ideais políticos que saíram vitoriosos da revolução e que, habitualmente, são conotados com a esquerda. Um
dos elementos que mais polémica causou, foram os cartazes oficiais
da comemoração com o slogan “Abril é Evolução”
que acabou por despertar na população o gosto pelo carácter
revolucionário da efeméride. Começando pelos cartazes, os cravos coloridos deste ano serão substituídos por retratos de Salazar com a inscrição “Lembra-se? Não era assim tão mau, pois não?” da autoria do designer José Mascarenhas da Costa que confessa nunca ter sido um grande entusiasta do 25 de Abril e que aquilo de dizerem que era da PIDE era um boato maldoso mas é com todo o gosto que dá o seu contributo para uma data celebrada por tantos portugueses, acrescentando que “desde os meus tempos na Mocidade Portuguesa que não me divertia tanto.” Para além dos cartazes, prepara-se uma série de concertos em todo o país subordinados ao tema genérico “As outras canções de Abril” e que contarão com a colaboração de grandes nomes da música como António Calvário, Artur Garcia ou João Maria Tudela. Numa digressão por todo o país, os portugueses terão a oportunidade de voltar a ouvir melodias de intervenção tão emblemáticas como “Kanimambo,” “Oração,” “É preciso dar cabo dos turras antes que eles dêem cabo de nós” ou o inesquecível “Corridinho do comuna.” Para
António Calvário, “é uma grande oportunidade
para voltar a conquistar o grande público com temas clássicos
de uma época em que era mais fácil disfarçar a minha
homossexualidade.” |