Apresentadora de televisão quer singrar na carreira sem dormir com todos
Para Elsa Raposo, presidente da comissão de ética do SATVPGA (Sindicato das Apresentadoras de Televisão e das Pessoas que Gostam de Aparecer), trata-se de um “comentário irresponsável de alguém que não tem maturidade nem experiência profissional suficientes para questionar os métodos de trabalho da nossa profissão. Há décadas que existe em Portugal uma ligação directa entre o sucesso como apresentadora de televisão e o número de parceiros sexuais e não é essa novata que vai mudar as coisas.” Outra apresentadora a expressar a sua indignação foi a conceituada Merche Romero, também ela em início de carreira, que considera que “qualquer nova apresentadora tem uma obrigação moral de seguir o exemplo de todas as profissionais que a antecederam e que conseguiram atingir os seus objectivos à custa de muitos sacrifícios pessoais, de muito esforço e de muita assadura.” No entanto, a jovem Laura Costa defende-se, explicando que nunca foi sua intenção sugerir um corte radical com a deontologia profissional da classe. Ao invés, afirma ter-se limitado a expressar um desejo pessoal de moderar a prestação de favores sexuais em troca de protagonismo. “Eu não disse que não ia dormir com ninguém,” afirma, “Se não estivesse disposta a isso não tinha vindo para esta profissão mas gostava de ser mais selectiva e só dormir com directores de programas, produtores importantes ou assim...” Entretanto, um grupo de homens com responsabilidades a vários níveis na televisão subscreveu um abaixo-assinado em que se insurgem contra o fim eventual da promiscuidade das apresentadoras por ser essa a única forma de conseguirem dormir com alguém, visto serem tão feios, estúpidos e desagradáveis em geral. |