PS oferece asilo a assassino de ministra sueca
Detractores do partido, os poucos que subsistem, visto que à luz de acontecimentos mais ou menos recentes, o PS precisa tanto de detractores como o general Augusto Pinochet ou a escravatura, não hesitam em classificar este gesto como um “golpe baixo” dos socialistas que pretenderão ver Mijailovic a pôr em prática a sua vocação para esfaquear membros do governo em Portugal. Ao que a Inépcia apurou, vários dirigentes socialistas têm passado noites em claro na sede do Largo do Rato, dando o seu contributo para transformar uma arrecadação do edifício num quarto espaçoso e cómodo para acomodar o hóspede sueco a que não faltam sequer as paredes almofadadas. Vera Jardim e Jorge Coelho, por exemplo, construíram os móveis a partir de madeira de um palanque usado na campanha eleitoral para as eleições legislativas de 91, enquanto que Paulo Pedroso se ocupou da decoração com motivos florais de rosa e amarelo. Os cortinados rendados são da responsabilidade de Maria de Belém Roseira e João Cravinho. Quanto à aparente instabilidade mental de que padece Mijailovic, que o levou, por exemplo, a alegar ter assassinado a ministra por ordem de vozes que só ele ouvia ou a pedir para ter o actor americano Tom Cruise como seu defensor em tribunal, Ferro Rodrigues desdramatiza, indo ao ponto de referir que, se há partido em Portugal onde Mijailovic se sentirá bem é o PS. A título de exemplo, refere o seu camarada Manuel Alegre que vive convencido de que está preso no ano de 1975 ou Paulo Pedroso, cuja primeira escolha para defender os seus interesses como arguido do processo Casa Pia foi Harrison Ford, vindo o actor que deu corpo a Indiana Jones a rejeitar o convite por “falta de vontade.” “Eu próprio, de vez em quando, tenhos os meus lapsos de loucura,” refere o líder socialista, “Ainda no outro dia estava num comício em Alverca e tive de lutar contra um desejo quase irreprimível de me começar a despir ao som do hino do partido. Mas estou convencido de que uma dose de insanidade só enriquece a actividade política.” |