Boda real espanhola estragada por tio bêbado
Trata-se de Dom Ernesto de Malmucar, conde de Benidorm e tio-avô de Felipe por um lado de que ninguém está seguro visto que este ramo da família real tem já um longo historial de comportamentos vergonhosos e costuma ser apagado da árvore genealógica. Ao que apurámos, o convite só lhe foi endereçado para evitar que irrompesse pela catedral de Almudena adentro durante a celebração do matrimónio e começasse a protestar pelo facto de não ter sido convidado, abusando do vernáculo como é habitual, um tipo de comportamento que não faria muito pela imagem que a família real espanhola tem tentado construir desde o regresso da casa de Bourbon ao trono em 1978, até porque a cerimónia estava a ser transmitida em directo para toda a Espanha e para vários outros países. O
embaraço começou quando o conde de Benidorm, convenientemente
sentado num recanto discreto e longe dos convidados mais importantes,
se levantou e se dirigiu à mesa dos noivos para cumprimentar Felipe
de maneira exageradamente efusiva e apalpando o peito a Letizia, alegando,
quando foi afastado dali por elementos da segurança, que “era
só para ver é boa parideira.” Nesta altura, já
era notório para todos que este parente peculiar se encontrava
completamente alcoolizado. A gota de água ocorreu quando, em plena refeição, começou a atingir os convidados com projécteis feitos de pão mastigado, ficando a rainha Noor da Jordânia com um desses projécteis alojado na narina direita. Nesta altura, o rei viu-se forçado a ordenar a expulsão do conde para evitar que a situação descambasse ainda mais e Dom Ernesto foi arrastado para fora, tendo ainda tempo pelo caminho de deitar a mão ao bigode do ex-presidente do governo, José Maria Aznar, alegando tratar-se de “uma toupeira morta.” O duque de Bragança e a esposa, D. Duarte Pio e D. Isabel de Herédia, dois dos convidados portugueses presentes no evento, confessam que não deram por nada mas o herdeiro do trono de Portugal adianta que “os acepipes estavam muito bons.” D. Isabel, por seu lado, estranha não terem reparado no comportamento do conde de Benidorm “até porque estávamos sentados à porta da casa-de-banho, numa localização privilegiada por onde todos os convidados acabavam por passar mais tarde ou mais cedo.” |