Celeste Cardona visita prisão e fica detida
“A ministra deixou-se ficar para trás a conversar com um recluso,” conta a mesma fonte cujo nome não vamos revelar conforme nos pediu mas temos todo o gosto em fornecer o seu número de telefone e morada aos interessados, “Quando se dirigiu para a porta principal, já com a comitiva do lado de fora, os guardas de serviço encostaram-na à parede, algemaram-na e conduziram-na a uma cela onde foi espancada com severidade.” O motivo deste tratamento não foi, como se poderia pensar, a vontade de um grupo de cidadãos de dar a um membro do governo o que todos eles andam a pedir há muito tempo, mas sim o facto de Celeste Cardona ter sido confundida com João Coutada (conhecido no mundo do crime como “Lérias”), recluso condenado por tráfico de droga, lenocínio, assalto à mão armada, extorsão e por cantarolar músicas de Tony Carreira na via pública. Ao que parece, as semelhanças são de tal ordem que a ministra e o meliante podiam facilmente ser tidos como irmãos gémeos. Para agravar ainda mais a situação, “Lérias” terá já tentado evadir-se por diversas vezes, sendo seu hábito disfarçar-se de mulher, ainda que de forma pouco convincente. No entanto, e depois de resolvido o imbróglio, os guardas admitiram ter estranhado que, desta vez, “Lérias” (ou quem pensavam ser “Lérias”) tivesse um aspecto menos feminino do que das outras tentativas mas atribuíram tal facto a desleixo da parte do recluso e ao fato de homem azul escuro com riscas verticais brancas que a ministra envergava. A situação seria resolvida quando alguns membros da comitiva que acompanhava Celeste Cardona deram pela sua falta, cerca de três dias depois e informaram o director da prisão que conseguiu localizar a ministra numa cela, já perfeitamente integrada no ambiente prisional e gerindo uma lavandaria artesanal paga com favores sexuais que abandonou a custo para retomar as suas funções governativas. Quanto
ao homem indirectamente responsável pela confusão, o próprio
“Lérias,” a Inépcia sabe que aproveitou a confusão
gerada pela visita para se evadir, escondido entre os elementos da comitiva,
exercendo actualmente as funções de secretário de
Estado do Planeamento de Assaltos a Bancos, de forma que não podemos
deixar de considerar irónica. |