Terroristas não querem dialogar com Mário Soares
O
sheik Jamaal Raasu, líder do grupo, mostra-se desconfiado da boa
vontade aparente do português e lembra que as maiores vitórias
da carreira política de Soares foram precedidas por debates em
que acabou sempre por levar a melhor. “Os Filhos de Maomé
não querem ter o mesmo fim de Álvaro Cunhal, Freitas do
Amaral ou Basílio Horta,” refere. A este comentário, o sheik apenas respondeu que “aí é que o doutor Soares se engana.” Com efeito, o líder deste novel grupo terrorista é, nada mais, nada menos, do que Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS, ex-presidente da Assembleia-Geral da ONU, dramaturgo, romancista e campeão ibérico de bodyboard amador que, após falhanços consecutivos na política nacional, decidiu agora tentar a sua sorte no competitivo mundo do terrorismo islâmico. “Esse senhor já me lixou a vida no passado só porque as pessoas engraçam com as bochechas dele e não vão à bola com estes olhos de coruja com estigmatismo que eu tenho,” lembra, “agradecia que, desta vez, não tentasse intrometer-se no meu caminho.” O grupo “Filhos de Maomé” foi fundado há cerca de três meses e assume-se como o primeiro movimento islâmico radicado em Portugal ainda que com aspirações internacionais. Conta com quase dois elementos (Basílio Horta já mostrou não estar totalmente desinteressado em participar se lhe fizessem uma lavagem cerebral e o mundo acabasse no dia seguinte) e distingue-se dos outros grupos terroristas pelos métodos essencialmente pacíficos que não irão, em hipótese alguma, além de umas bombas de mau cheiro ou de umas vandalizações de fotografias do ministro da Defesa, Paulo Portas. Freitas do Amaral promete engrossar as fileiras dos “Filhos de Maomé” em breve com outros nomes de peso da história portuguesa recente. O líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal, terá mesmo respondido a um convite que lhe foi enviado pelo líder do grupo, referindo “a passarada que não o deixa comer pistachos descansado” e “uma bicicleta que tinha quando era rapaz,” o que só pode ser interpretado como uma resposta afirmativa e não como sinal de senilidade. Entretanto, Mário Soares ainda não comentou a revelação da identidade do sheik, por não ter conseguido parar de rir, mas a Inépcia sabe que já se está a formar um movimento espontâneo de apoio a Soares na luta contra o terrorismo e que terá como lema a frase “Soares é fixe, o Raasu que vá levar...” que ainda se encontra em fase de construção, aguardando-se para breve o anúncio de uma conclusão adequada. |