Serviço de Estrangeiros e Fronteiras detém traficante de metais preciosos
A prata encontrava-se na bagagem entre a roupa do indivíduo e outros pertences pessoais sem sequer estar dissimulada e apresentando-se sob a forma de uma rodela com gravuras e inscrições em caracteres gregos, tendo ainda uma fita que se pensa deveria servir para o indivíduo a pendurar ao pescoço se necessário. As inscrições em grego levam os especialistas do SEF a acreditar tratar-se de um artefacto arqueológico valioso que o indivíduo pretenderia vender algures em Portugal a coleccionadores de arte grega do período clássico. Questionado
acerca da possibilidade de esta detenção de um indivíduo
com um passaporte que, à primeira vista, parece legítimo
poder ter sido motivada por sentimentos racistas, José Pascoal
considera que “Racismo? Aqui não há racismo nenhum.
Tratamos a escumalha toda da mesma maneira, sejam eles pretos, ucranianos,
ciganos ou monhés” e acrescenta em jeito de curiosidade que
“eu até tenho uma sobrinha que casou com um monhé
e nunca a critiquei mesmo depois de ela ter posto os patins a um rapaz
muito ajuizado e bem na vida que tem uma oficina a meias com um tipo que
é maneta. E hoje falo com o marido sem problema nenhum, apesar
de nunca ir além de bom dia, boa tarde, passou bem senhor engenheiro.” Para o ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, que pouca gente sabe ser campeão europeu de columbofilia de fundo para deficientes, “o SEF está de parabéns pela rigor demonstrado no cumprimento das novas directivas de segurança essenciais à luta contra o terror em que o país está empenhado.” |