Fátima quer levar Felgueiras para o Brasil
“Se Fátima não pode ir a Felgueiras, então Felgueiras virá a Fátima,” afirmou o advogado da autarca, Paulo Ramalho, enquanto estudava a hipótese de deixar crescer um bigode que lhe tape a cara toda, dando assim um contributo significativo para a melhoria da sua vida social e sentimental. Fátima Felgueiras considera ser esta a melhor solução para o povo de Felgueiras que, não só deixará de estar sujeito aos ditames de um regime opressivo e injusto como é o português que força funcionários públicos inocentes ao exílio político, como mudariam de ares e beneficiariam do clima brasileiro e das magníficas paisagens tropicais. Assim, a autarquia deverá contratar uma equipa de especialistas americanos em mudança de edifícios que se ocupará do transporte de todos os edifícios do município para o estado brasileiro de Pernambuco, mais precisamente para um terreno pantanoso com a mesma área do concelho de Felgueiras cedido pelo governo estadual pernambucano. As despesas seriam suportadas pelo Estado português, pois a autarquia não dispõe da quantia necessária, que também se ocuparia das “bonificações extraordinárias” atribuídas à própria presidente e aos seus colaboradores, amigos, advogado, familiares e pessoas com quem simpatiza mas que não se enquadram em nenhuma das categorias anteriores. “Agora que o tribunal me deu razão e reconheceu que nunca deixei de ser a presidente legítima dos felgueirenses, posso voltar a assumir as funções para as quais fui eleita,” refere a autarca, “Como é sabido, não há nada na legislação portuguesa que proíba o transporte de um concelho para fora do país.” Fátima Felgueiras aproveitou ainda a oportunidade que lhe foi concedida para reiterar a sua inocência e pedir justiça. “Não a justiça a que todos estamos habituados mas sim a verdadeira justiça, ou seja, aquela que me iliba por maiores que sejam os indícios contra mim. Tenho dito. Viva Felgueiras!” |