Governo pode fazer greve durante Euro 2004
Arnaut afirmou que “ainda não há certezas quanto a esta greve que, por enquanto, é apenas uma possibilidade a ser discutida mas se as coisas continuarem como estão, é bem provável que o governo da república paralise todas as suas acções durante o campeonato da Europa de futebol,” acrescentando já ter ultrapassado “a sacanice” de ser nomeado para um cargo tão pouco mediático e que a maior parte dos cidadãos nem sequer compreende e que até já perdoou ao amigo de infância, José Manuel Durão Barroso. No entanto, viu-se forçado a ressalvar que: “É falso que o primeiro-ministro distribua as pastas do governo consoante graus de amizade com a excepção do ministério do Ambiente que fica sempre para pessoas que faziam comentários a respeito do seu nariz nos tempos da faculdade.” No caso de esta paralisação do executivo se concretizar, o governo espera escapar à responsabilização pelas inúmeras greves que se prometem para o Euro de entidades tão variadas e essenciais como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Polícia de Segurança Pública, a Carris, empresa de transportes de Lisboa, ou o Sindicato dos Gigolos Algarvios. Seria a primeira vez que Portugal assistiria a uma greve governativa, um conceito que não é novo a nível internacional. O governo eslovaco convocou, recentemente, uma greve de três dias como protesto contra a confusão constante entre Eslováquia e Eslovénia nos media internacionais, que acabaria por ser desmarcada com alguma frustração quando a CNN noticiou “a intenção do governo esloveno de levar a cabo uma paralização.” Na república sul-americana do Paraguai, por exemplo, o governo está em greve há mais de quarenta e sete anos e poucos são os que dão por isso. No entanto, a opinião pública nacional parece não estar grandemente preocupada com uma eventual greve do governo. De acordo com uma sondagem Inépcia-Leitaria “A Camponesa,” 43% dos inquiridos acham que, se o governo fizesse greve, ninguém ia notar a diferença, 27% admitem que já bebiam qualquer coisa e uns significativos 14% preferiam uma greve governativa a uma paralisação da Superliga (9% não sabem ou não respondem e 7% só fala crioulo, mandarim ou russo). |