Durão convicto de que portugueses vão gostar das mudanças na administração pública
“É
necessário proceder a uma reestruturação urgente
da administração pública de forma a tornar menos
penoso o contacto entre os cidadãos e o Estado,” afirmou
o cherne que todos nos habituámos a seguir com carinho e devoção.
O director-executivo da “Erotic Pleasures”, o português Simão D’Orey, tem uma larga experiência em reformas deste género. Em 1993, foi contratado pelo governo da Bulgária para limpar as casas de banho da estação central de Sófia. Para muitos, poderá parecer que esta tarefa tem pouco a ver com a reforma da administração pública portuguesa mas as semelhanças são mais do que se poderia pensar. “Tanto numa coisa como na outra, é necessário um esforço para que a porcaria deixe de estar visível à vista desarmada e é preciso esfregar muito para disfarçar o cheiro a urina,” explica Simão D’Orey. A Inépcia teve acesso ao plano de trabalho entregue pela “Erotic Pleasures” ao governo com a discriminação dos passos a tomar para tornar a administração pública mais aprazível. O elemento fulcral é a substituição dos funcionários públicos por manequins profissionais e bailarinos exóticos de ambos os sexos que deverão obrigatoriamente apresentar-se ao trabalho em roupa interior e com os seios descobertos, no caso das funcionárias femininas e de um ou outro funcionário mais original. Esta medida implicará que os utentes dos vários serviços passarão a ser reencaminhados para secções distintas de acordo com o seu sexo. Assim, nas repartições de finanças, serviços municipais, arquivos de identificação e serviços similares, os cidadãos passarão a ser atendidos por homens e mulheres de aspecto vistoso e em trajes escassos que desempenharão as tarefas do seu dia-a-dia sentados no seu colo. Uma
das principais vantagens desta reforma da administração
pública passa pela garantia de que nenhum dos funcionários
actuais será demitido. Em vez disso, a “Erotic Pleasures”
promete dar-lhes emprego como técnicos de entretenimento erótico
e garante carreiras de sucesso visto que, na opinião de Simão
D’Orey, “há cada vez mais gente que tem fantasias com
pessoas mal encaradas que tratam os outros abaixo de cão.” |