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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
Depois da afluência iraquiana às urnas, Portugal pede ajuda aos EUA para combater a abstenção
“É vergonhoso,” considera Jesualdo Pampilho, especialista em agronomia e malabarismo com laranjas, “os iraquianos correm o risco de ir pelos ares e, mesmo assim, vão votar. Os portugueses, quanto muito, correm o risco de perder os melhores lugares no parque de estacionamento dos centros comerciais e mesmo assim não arriscam.” Ou talvez não se trate de uma mera coincidência e seja precisamente o risco o factor que impele os cidadãos a votar. Austerlina Bijagó, especialista em enchidos e literatura medieval escandinava, não hesita em apelar directamente a uma invasão imediata dos Estados Unidos que seria consideravelmente facilitada pelo facto de o governo português já ter sido deposto. “Depois do habitual clima de caos e anarquia que habitualmente se segue a este tipo de coisa, tenho a certeza de que os níveis de abstenção diminuiriam entre 10 a 20%, dependendo do estado em que tenham ficado os centros comerciais depois dos bombardeamentos,” afirma. No entanto, a invasão não é a única medida de combate à abstenção proposta. Para João Carlos Vasconcelos e Cu, especialista em ficar sentado numa cadeira, equilibrando um pinguim de cerâmica em cada pé enquanto canta fados de Coimbra, “não é assim tão fácil como isso. Do que este país precisa é de xiitas. Montes deles! Xiitas a dar c’um pau!” e até já se disponibilizou para trazer umas quantas centenas de xiitas do Iraque ou do Irão por intermédio da sua empresa de import-export, a “Cuglobal SA.” |