Cadáver descoberto na cave da RTP poderá ser de Luís Pereira de Sousa
Os restos mortais que se presume serem de Luís Pereira de Sousa foram descobertos atrás de um caixote contendo várias cópias do livro de estilo da RTP intitulado “Como não fazer programas de merda” numa arrecadação há muito fechada porque alguém perdeu a única chave da porta e, se as últimas direcções da RTP têm tido dificuldades para justificar os pagamentos feitos a João Baião, Júlia Pinheiro ou Catarina Furtado, justificar pagamentos a um serralheiro seria praticamente impossível. Desconhece-se a causa da morte mas a Inépcia sabe que Luís Pereira de Sousa recebeu um telefonema poucos dias antes do seu desaparecimento convidando-o a deslocar-se à sede da RTP para discutir o seu regresso ao écran. Ao que parece, o então director-geral, Emídio Rangel, ter-lhe-á pedido para aguardar enquanto acabava de alinhavar uma carta aberta à Alta Autoridade para a Comunicação Social, tendo esta sido a última vez que foi visto (Luís Pereira de Sousa, claro. Emídio Rangel foi visto em várias ocasiões posteriores infelizmente). A polícia judiciária já foi chamada para investigar o caso mas terá alegado “falta de vontade” e assim o enigma persiste para desgosto dos canalizadores que se vêem impossibilitados de prosseguir com o trabalho enquanto a situação não estiver resolvida. “Como se não bastasse termos de substituir os canos do edifício todo por estarem entupidos com preservativos, ainda nos aparece este gajo morto. Não há respeito por quem trabalha,” afirma Almeno Conceição, encarregado da obra. A actual direcção da RTP já se manifestou, garantindo ter planos para recuperar o cadáver de Luís Pereira de Sousa e colocá-lo à frente de um grande concurso ao gosto português nas tardes de Domingo apresentado a partir da Feira Popular de Lisboa. Colocados perante o facto de Luís Pereira de Sousa estar afastado do contacto com o grande público há vários anos e de, para todos os efeitos, estar morto, Luís Andrade, director de programas, recorda que “a RTP tem experiência em recuperar cadáveres. Veja-se o que fizemos com o Júlio Isidro ou, mais recentemente, com o Eládio Clímaco.” |