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Morais Sarmento explica finalmente o que é e para que serve uma “central de comunicação”
“A explicação é simples,” avança o ministro, “este governo sabe o que quer e para onde vai... só não sabe é como lá chegar. É por isso que precisamos de alguém que nos explique de forma simplificada e acessível ao secretário de Estado mais bronco o que raio é suposto um governo fazer para além de aparecer na televisão e fazer inaugurações de vez em quando.” A “central de comunicação” será formada por pessoas que percebem realmente dos assuntos com os quais os vários membros do governo têm de lidar diariamente e que saibam resolver os problemas decorrentes da governação. Os homens e mulheres que darão vida à “central” já foram escolhidos mas a sua identidade não será revelada devido ao clima de histeria generalizada que se poderia instalar se se soubesse que existem pessoas no país que sabem realmente o que estão a fazer. Apesar do secretismo que rodeia a questão, após investigação jornalística rigorosa, a Inépcia está em condições de revelar os nomes de alguns dos elementos que darão vida à “central de comunicação” do governo, entre os quais se contam os de Filipa Vacondeus, Maria de Lurdes Modesto, Raul Durão, dois dos três elementos do Trio Odemira, o vocalista dos UHF, António Manuel Ribeiro e Maria Armanda, a pequenita que encantou Portugal com a canção “Eu vi um sapo.” As funções que cada uma das individualidades desempenhará permanecem no segredo dos deuses mas a forte componente culinária e musical do grupo poderá querer dizer alguma coisa ou não. Recorde-se que a ideia de criar uma “central de comunicação” já tinha sido sugerida por Morais Sarmento a Durão Barroso mas o anterior primeiro-ministro considerou-a absurda e despropositada. Com a tomada de posse de Santana Lopes, o ministro da Presidência voltou a tentar a sorte e conseguiu despertar o interesse de Santana, um homem cujo lema pessoal é precisamente “Absurdo & Despropositado.” Em relação às acusações de que a “central de comunicação” é apenas um nome pomposo para uma entidade encarregue de melhorar a imagem do governo através de propaganda paga pelos contribuintes, Morais Sarmento garante que não. “Isso é outra coisa que estamos a planear e que será apresentada no mês que vem,” explica. De destacar ainda que este é o primeiro texto publicado na Inépcia em que se fala do ministro Morais Sarmento sem referir o seu passado de toxicodependente-pugilista. Trata-se do início de uma nova era. |