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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
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Redução de férias judiciais coloca em risco colónias de férias para magistrados
"A
intenção do governo era muito nobre," considera João
Balancé de Sousa, presidente da Associação Sindical
das Colónias de Férias para Magistrados (ASCFM), "mas
o resultado para os profissionais deste sector será desastroso.
Está muito bem que os magistrados só tenham um mês
de férias como o resto dos trabalhadores mas como é que
vamos alimentar as nossas famílias?" Uma das colónias de férias mais bem sucedidas do país é a "Judicialândia" nos arredores de Peniche. Nos terrenos de um aldeamento turístico que nunca foi concluído porque o empreiteiro responsável fugiu para o Brasil em 1974, Aguinaldo Ribeiro e a família instalaram um refúgio com todos os elementos de que qualquer magistrado precisará para passar umas férias em grande. Desde piscinas
com escorrega, quintinha de animais domésticos (os coelhos são
os preferidos dos juizes desembargadores), área para desportos
radicais, circuito hípico até um atelier de trabalhos
manuais em que cada juiz poderá fazer a sua própria toga
(beca) com materiais improvisados. Outra actividade muito popular na
"Judicialândia" é a fogueira nocturna em torno
da qual se reúnem os convivas e passam um serão divertido,
trocando anedotas pitorescas relativas a pormenores de processos célebres
em segredo de justiça. A ASCFM agendou para breve uma concentração à porta da residência oficial do primeiro-ministro no Palácio de São Bento para chamar a atenção para a sua situação e promete não baixar os braços enquanto a sua subsistência não for garantida. |
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