Comunidade internacional decide ignorar posição portuguesa perante crise iraquiana
"É
inaceitável," considera o primeiro-ministro Durão Barroso,
"Este governo está a fazer um esforço sério
para honrar os nossos compromissos internacionais e depois ninguém
nos liga nenhuma." O
primeiro sinal de que algo não estava bem foi o facto de, sempre
que os media internacionais fazem alusão aos países da União
Europeia que apoiam os Estados Unidos nesta questão, se referir
o Reino Unido, a Espanha e a Itália mas nunca Portugal, o que já
motivou a apresentação de uma queixa oficial do governo
português aos principais órgãos de comunicação
mundiais. Até agora, a única resposta veio da CNN, o canal
noticioso mais visto em todo o mundo, que garantiu por carta que "não
houve qualquer intenção de desprezar Portugal" e que
"a CNN tem um profundo e inabalável respeito por Portugal,
pelo seu povo, pelos contributos que os portugueses têm dado ao
mundo ao longo dos séculos e o mesmo é válido para
todos os outros países da América Latina." A
situação está-se a tornar de tal maneira grave que
o governo português está a ponderar apresentar uma moção
à assembleia-geral das Nações Unidas visando autorizar
acções militares contra todos os países que não
saibam apreciar de forma devida a relevância profunda de Portugal
no contexto geopolítico actual. Essas acções militares
seriam levadas a cabo por uma coligação internacional, semelhante
à que agora se prepara para atacar o Iraque, encabeçada
pelos Estados Unidos cabendo a Portugal o papel de mentor espiritual da
operação. A
Inépcia tentou obter comentários à posição
portuguesa junto dos governos dos países envolvidos na discussão
em torno de uma potencial guerra com o Iraque mas os resultados ficaram
muito aquém do esperado. O Reino Unido mostrou o seu apreço
pelo apoio português e promete compensar Portugal com um aumento
do apoio monetário aos países do terceiro mundo. Os Estados
Unidos remeteram uma resposta para daqui a um mês depois de se certificarem
da localização exacta de Portugal no mapa enquanto que a
França e a Alemanha negaram qualquer tipo de desprezo intencional
a Portugal e aos portugueses até porque, de acordo com as fontes
contactadas "é difícil arranjar mulheres da limpeza
e pedreiros de jeito hoje em dia." |