Correspondentes da SIC e TVI no Iraque exigem ser espancados
Os dois repórteres foram agredidos no cumprimento do dever por iraquianos irritados (Carlos Fino) e por militares americanos algo confusos (Luís Castro). Tanto num como no outro caso, os danos físicos foram mínimos mas a situação foi convenientemente usada pela RTP para promover a sua cobertura da guerra, numa altura em que os spots promocionais que davam conta do facto de a RTP ter sido, alegadamente, a primeira estação televisiva a noticiar o início da guerra já começavam a induzir o vómito nos espectadores. Assim,
Castro e Fino passaram a ser apresentados como mártires da causa
jornalística que não hesitaram em correr risco de vida para
garantir que o grande público tem a informação a
que tem direito e que não ficará um cadáver decomposto
por filmar. Pinto Balsemão e Paes do Amaral pretendem enviar à Alta Autoridade para a Comunicação Social uma carta reivindicativa em que exigirão que os correspondentes no Iraque dos dois canais que representam sejam também agredidos para equilibrar a situação, sob pena de levarem o caso aos tribunais. Entretanto, e enquanto a AACS não dá o seu parecer, a Inépcia sabe que os jornalistas da SIC e da TVI a trabalhar no Iraque se têm esforçado para provocar os iraquianos e os militares da coligação e conseguir um espancamento ou, no mínimo, uma coronhada no estômago. Cândida Pinto da SIC parece ser a mais esforçada neste sentido. De acordo com relatos dos seus colegas, a jornalista tem sido incansável no incentivo à agressão. Numa das suas mais recentes tentativas, Cândida Pinto queimou um exemplar do Corão em frente a um grupo de manifestantes xiitas ao mesmo tempo que dançava nua com uma máscara de porco e com os dizeres “Maomé era paneleiro” escritos em árabe na barriga com baton vermelho. Ao que parece, apesar de muitos protestos, nenhum dos iraquianos tentou agredir a portuguesa que já prometeu esforçar-se ainda mais para ultrapassar a placidez aparente do povo do Iraque. |