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Santana Lopes exige que Carmona Rodrigues lhe devolva a Câmara de Lisboa
A declaração não foi feita na qualidade de primeiro-ministro, visto que comentários deste teor não são compatíveis com o exercício de funções de Estado. Como tal, Santana Lopes convidou um grupo selecto de jornalistas para uma informal mija num urinol público perto do palácio de São Bento onde deu a conhecer a sua posição na matéria. No entanto, o seu substituto na autarquia da capital considera que não faz sentido falar em devolução do cargo e recusa ceder o lugar a Santana Lopes, o que poderá constituir mais um motivo de discórdia no seio do PSD. Um dos motivos apresentados pelo primeiro-ministro é o facto de considerar ter deixado tarefas a meio e ter sentido algum remorso quando se viu forçado a abandonar Lisboa em prol do bem geral do país. Algumas dessas tarefas estarão relacionadas com o polémico túnel do Marquês, a reabilitação do Parque Mayer e as novas instalações da Feira Popular, ideias de Santana Lopes que não correram bem e com as quais Carmona Rodrigues se viu forçado a lidar. Para Santana,
“a responsabilidade pelo problema do túnel do Marquês
é inteiramente minha e é por isso que devo ser eu a resolvê-lo
para ver se deixo de ser o imbecil irresponsável que sou.” A questão promete complicar-se ainda mais, com a revelação por Carmona Rodrigues de que Santana Lopes poderá não ser tão incompetente como parece, que fontes próximas do primeiro-ministro consideram não passar de uma calúnia contra o bom nome de “um homem que deu muito pouco ao município mais importante do país e quer ter a oportunidade de dar um bocadinho mais.” Para resolver a situação, já se fala em submeter o actual autarca e o anterior a referendo para decidir qual o incapaz mais adequado para gerir os destinos de Lisboa. |