Durão Barroso nunca mais conta nada a Ferro Rodrigues
O líder do PS aproveitou uma entrevista à Rádio Renascença para revelar que o recuo do primeiro-ministro na questão do financiamento dos partidos foi motivado por pressões movidas por autarcas e funcionários públicos que não veriam com bons olhos um aumento do financiamento público às campanhas eleitorais quando os seus interesses estão a ser postos em causa. Estas afirmações contradizem os primeiros comentários de Durão acerca do assunto segundo os quais o recuo numa matéria em que já existia um acordo com o maior partido da oposição surgiu devido à percepção do chefe do executivo de que seria injusto aumentar o financiamento aos partidos quando se pedem sacrifícios ao cidadão comum. “Esse senhor (Ferro Rodrigues) sempre me saiu um rico boca de esgoto,” afirmou Durão, acrescentando que está a considerar seriamente cortar relações durante um mês com o líder socialista e até, numa atitude extrema, “pedir-lhe para devolver os discos da Britney Spears que eu lhe emprestei.” Contactado pela Inépcia, Ferro Rodrigues considera a reacção de Durão Barroso “exagerada” mas assegura que “se é isso que ele quer, por mim tudo bem”, prometendo responder à letra e garantindo que nunca mais irá passar horas seguidas ao telefone a meio da noite com Durão só porque este não foi convidado para o baile de finalistas pelo capitão da equipa de andebol da escola que preferiu ir com “aquela vaca feia e mal vestida da Susana do 8ºC.” Durão Barroso vai mais longe e não hesita em classificar Ferro como “um feio” e lembra que quando este foi à esteticista fazer a primeira depilação foi Durão quem o acompanhou ao que Ferro replica que “isso ficou mais que pago quando ele foi fazer um piercing no umbigo e eu fiquei ao lado dele a segurar-lhe na mão.” No
caso de o corte de relações se concretizar, cada um dos
líderes solicitou à Inépcia que pedisse ao outro
para guardar segredo sobre, respectivamente, o facto de o ministro José
Luís Arnaut ser hermafrodita, o hábito nojento de José
Sócrates de enfiar o dedo no nariz durante as sessões do
parlamento, ou aquela altura em que Marques Mendes e António Costa
se juntaram para escrever “Mota Amaral é rabo!” na
parede de uma das casas-de-banho do Palácio de São Bento
enquanto fumavam um cigarro às escondidas. |