Portugueses enviam escudos humanos involuntários para o Iraque
Para facilitar as coisas, a presidente da CGPVC, Clara Ferreira Alves, considera que “os escudos humanos deviam ser escolhidos entre a população e enviados para território iraquiano mesmo contra a sua vontade.” Desta forma, supostamente, estaria resolvido o problema de muito pouca gente estar disposta a oferecer-se para se interpor entre mísseis e edifícios civis como escolas, hospitais, centros de comércio e áreas residenciais. A própria Clara Ferreira Alves afirmou estar disposta a oferecer-se como voluntária mas, infelizmente, tal não será possível visto que comprou um peixe dourado há umas semanas e precisa de o alimentar. Os candidatos a escudos humanos seriam escolhidos por uma comissão isenta presidida pela própria Clara Ferreira Alves e de que fariam parte elementos representativos dos vários sectores sócio-profissionais da sociedade como Paula Moura Pinheiro, Anabela Mota Ribeiro e Clara Pinto Correia. Após nomeação, seguir-se-ia uma fase em que os nomes indicados seriam submetidos a referendo popular organizado pela Comissão Nacional de Eleições. Entre as personalidades propostas pela CGPVC para a função de escudo humano no Iraque encontram-se o cantor Emanuel, o padre Vítor Melícias, o ex-futebolista Paulo Futre e a pessoa esquisita profissional, Paula Bobone. Questionados sobre esta possibilidade, Emanuel não quis comentar, Paulo Futre pediu para falarmos com o seu empresário/cunhado e tanto Vítor Melícias como Paula Bobone responderam com gestos obscenos e palavrões de vária ordem. “Seria infalível,” considera Clara Ferreira Alves em missiva enviada à comunicação social. “Nenhum míssil teleguiado teria estômago para atingir um jardim de infância ao qual estivesse acorrentada a Paula Bobone vestida com uma imitação de pele de leopardo e com uma bandolete cravejada de rubis.” Desta missiva, fazia parte um anexo da autoria da bióloga Clara Pinto Correia (até prova em contrário) que referia que a (suposta) autora subscreve a opinião da presidente da CGPVC mas lembra que os mísseis não têm estômago porque não são animais. O governo ainda não se pronunciou acerca da sugestão de CGPVC por, de acordo com um fax enviado para a redacção da Inépcia, “estarmos todos muito ocupados a catar parasitas cutâneos uns aos outros e a balouçar num pneu de camião pendurado do tecto.” Como
resposta à CGPVC, foi fundado o MGPCGPVC (Movimento de Gente Preocupada
com a Comissão de Gente Preocupada com Várias Coisas) constituído
por anónimos bem intencionados que subscreve a proposta da CGPVC
mas sugere que as integrantes da dita associação sejam também
elas incluídas na lista de candidatos a escudo humano involuntário.
|