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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
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Estado de graça prolongado do governo preocupa imprensa satírica
É tradição na democracia portuguesa que todos os governos passem por um estado de graça, nome que se dá ao período inicial da governação em que os críticos se contêm à espera do primeiro grande escândalo ou medida polémica, mas estes períodos não se costumam prolongar durante tanto tempo. "A
situação é dramática," refere o presidente
da AISEP, Francisco Tadinho da Costa, director do semanário anarco-burlesco
"A Poia", "Se as coisas se prolongarem por muito mais
tempo, a veia mordaz dos profissionais do ramo não aguentará
de tanta insatisfação profissional e teremos de ir para
casa ridicularizar os nossos familiares e entes queridos." O primeiro-ministro
tem-se recusado a receber uma delegação da AISEP, mesmo
depois de estes se terem comprometido a não fazer qualquer referência
a eventuais ligações de índole romântica
entre José Sócrates e um actor bastante conhecido. Ao
que a Inépcia apurou, o encontro chegou a ter data marcada mas
quando Tadinho da Costa não se conseguiu conter e disse para
quem queria ouvir que "não há dúvidas quanto
à paneleirice de Sócrates" as coisas ficaram muito
mal paradas. Mais tarde, Tadinho viria a explicar que se referia ao
filósofo grego, cuja homossexualidade está mais do que
provada, e que "se alguém enfiou a carapuça, a culpa
não é minha." Enquanto
continuam os contactos oficiais, a AISEP vai apelando à declaração
do estado de calamidade pública e lembra que a classe política
deve compensar os profissionais da imprensa satírica por este
período difícil, apelando a todos os políticos
para darem o seu melhor no incumprimento de obrigações
fiscais, compadrio, populismo ou incompetência pura e dura. |
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