Gilberto Madail quer Carlos Cruz na cerimónia de abertura do Euro 2004
“Não podemos parecer ingratos. O Carlos Cruz foi um do principais responsáveis por sermos nós a organizar o Euro e temos de lhe mostrar a gratidão de todo o país,” afirmou Madail. No entanto, o que muitos poderiam ver como inevitável, acaba por trazer algum embaraço visto que o apresentador se encontra sob prisão preventiva na sequência de um alegado envolvimento em práticas pedófilas com alunos da Casa Pia, factor que o presidente da FPF desvaloriza. “O futebol e a pedofilia não são incompatíveis,” explica. Assim, Gilberto Madail propõe que se inclua na cerimónia de abertura um número musical de grande impacto, idealizado pelo seu sobrinho Coreógrafo, Nuno Madail, que o tio descreve como sendo “um rapaz jeitoso e delicado, o Carlos havia de gostar dele.” Ao que a Inépcia apurou, o número contará com a participação de cerca de duzentas crianças entre os nove e os doze anos seleccionadas em escolas de todo o país que correrão pelo relvado do estádio do Dragão, palco do jogo inaugural, completamente nus e enfeitados com fitas coloridas representando as cores das bandeiras dos países participantes. No centro do campo, Carlos Cruz será descido, por intermédio de cabos presos a um helicóptero, para um trono dourado rodeado de crianças, vestido apenas com uma parra sintética dourada e recebendo as crianças no seu colo, acenando à multidão ao mesmo tempo. Respondendo a todos os que já classificaram este número como “expressão de um mau gosto asqueroso”, Madail não hesita em remeter os críticos para a categoria dos “energúmenos sem qualquer sensibilidade artística” e acrescentando que “é por causa de gente como essa que o país não vai para a frente.” Carlos Cruz ainda não se pronunciou, até porque está proibido de contactar com os media, mas a sua esposa, Raquel Rocheta, garante que o apresentador vê com agrado esta homenagem. “É uma forma de fazer justiça a um homem que deu muito a Portugal e ao mundo,” afirma. Questionada sobre a abundância de crianças despidas na cerimónia e a estranheza que isso poderá provocar em alguns, a ex-assistente do “1,2,3” considera que “é perfeitamente normal. Em nossa casa, sempre tivemos montes de crianças nuas a passear pela casa. Acho que é uma coisa comum em todos os lares da classe média-alta.” |