Forças Armadas seguem exemplo dos bombeiros de Lamego
“Os bombeiros de Lamego foram pioneiros,” considera o CEMGFA, “e as forças armadas portuguesas sempre se distinguiram pela sua capacidade de se adaptarem à mudança dos tempos. Estamos a entrar num novo século e chegou a altura de nos habituarmos à ideia de que uma força de defesa pode desempenhar as funções de operador turístico sem qualquer tipo de incompatibilidade.” Assim, em breve, será lançada a MilitarTour, uma agência de viagens que disponibilizará comercialmente viagens em veículos das Forças Armadas. Numa primeira fase, essas viagens serão feitas por embarcações da marinha mas, numa fase posterior, pretende-se alargar a oferta com pacotes compostos por percursos em tanque e carro de assalto pela planície alentejana ou voos em F-16. O ministro da Defesa, Paulo Portas considerou que “esta ideia é perfeitamente absurda, impraticável e reveladora da falta dos princípios éticos mais elementares e, apesar de não ter sido minha, é-me impossível não a apoiar a cem por cento.” Num comentário posterior, o ministro fez alusões vagas ao conceito de “pátria” e à necessidade de limitar a imigração que vamos fazer de conta que não ouvimos. Dependendo da receptividade do público, as forças armadas pretendem alargar a oferta num futuro próximo com outro tipo de pacotes turísticos mais específicos e que não se limitem apenas às viagens. De acordo com o CEMGFA, o departamento de marketing das Forças Armadas está a estudar as várias possibilidades mas alojamento 5 estrelas em quartéis do exército com direito a pequeno-almoço, pista de obstáculos e limpeza de retretes, uma escola de condução de submarinos para idosos e um campo de férias infantil dirigido por sargentos dos comandos parecem ser as hipóteses mais apelativas para o grande público. |