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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
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Madagáscar diz sim à Constituição Europeia
Trata-se
da segunda vitória do sim nos quatro referendos até agora
realizados, sendo que a anterior (o sim espanhol) não convenceu
os analistas devido à fraca afluência dos eleitores às
urnas. Em Madagáscar, o referendo teve uma afluência espantosa
de 89%, tendo o sim vencido com 78% dos votos contra apenas 22% de votos
negativos. Os níveis elevados de afluência explicam-se
pelo facto de o referendo se ter realizado num dia em que um bando de
lémures deprimidos resolveu descarregar frustrações
na central emissora da televisão, privando os malgaxes do modo
habitual de enriquecerem as suas vidinhas enfadonhas. Para José
Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia e antigo titular
do nome José Manuel Durão Barroso, "é um sinal
claro de que a Constituição Europeia não é
tão mal vista como se diz e só é pena que venha
de fora da Europa." Em relação
aos motivos que levaram o governo malgaxe a realizar um referendo acerca
de um assunto que não lhes diz respeito, o presidente Marc Ravalomanana
explica que Madagáscar é um país muito aborrecido
e que os referendos sobres assuntos variados se transformaram numa espécie
de passatempo nacional. "Depois do referendo à Constituição
Europeia, estamos a planear referendar o aborto em Portugal, a democracia
na China e a obrigatoriedade de usar a roupa interior por fora em algumas
regiões selectas da Austrália," explica. |
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