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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
Sá Carneiro também não queria aparecer no cartaz do PSD
A revelação foi feita por intermédio de Maria dos Anjos Guerreiro, conceituada médium da nossa praça transcendental e mais conhecida como Madame Zázá no meio mediúnico e paranormal, que surpreendeu o país ao prever que o Estoril-Praia vencerá o campeonato nacional deste ano se se registarem um conjunto de condições específicas como, por exemplo, os jogadores de todas as outras equipas contraírem um vírus bizarro que provoque crises de diarreia aguda apenas durante os jogos da Superliga. O contacto com o espírito do homem que liderou o primeiro governo maioritário no Portugal pós-25 de Abril foi feito na habitual tertúlia esotérica em que Madame Zázá participa de quinze em quinze dias na mesa de pé de galo do seu consultório situado nos arredores da Praça do Chile em Lisboa e para a qual convida líderes políticos emblemáticos da história portuguesa recente como, para além de Sá Carneiro, Maria de Lurdes Pintassilgo, António de Spínola e Vasco Gonçalves. O facto de Vasco Gonçalves ainda estar vivo não preocupa de todo a vidente que aponta esta particularidade como prova da extensão dos seus poderes. “Estávamos a discutir a situação política actual como fazemos muitas vezes com mediação do espírito de Fátima Campos Ferreira,” conta Madame Zázá, “quando o meu amigo Francisco (Sá Carneiro) comentou que não ia muito à bola com esse tal Santana Lopes e que nem morto aceitaria aparecer ao lado dele num cartaz. A seguir, rimo-nos todos muito porque o Chico sempre foi uma alma muito bem humorada.” Esta revelação
surpreendente acaba por ser algo embaraçosa se tivermos em conta
o modo como Santana Lopes sempre apontou Sá Carneiro como referência,
não tendo qualquer tipo de pudor em usar a imagem e o nome de
uma figura consensual para autopromoção, apresentando-o
como uma espécie de mentor ou santo padroeiro, com a agravante
de se tratar de alguém que nunca o poderá contradizer
ou retirar-lhe o apoio. Ou não poderia se Madame Zázá
não estivesse tão atenta à realidade nacional.
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