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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
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José Sá Fernandes quer criar reserva para intelectuais no Parque Mayer
"É uma coisa que já existe noutras grandes capitais do mundo e Portugal precisa há muito de um sítio onde a classe intelectual possa estar isolada do resto da população, sem constituir um risco para a saúde pública e convivendo com outros intelectuais em paz e harmonia," explica. No projecto agora apresentado, da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles, um dos apoiantes da candidatura de Sá Fernandes, prevê-se a demolição dos edifícios dos teatros e a criação de zonas verdes separadas por vedações electrificadas em que serão libertadas as várias manadas de intelectuais, tendo em atenção as relações caçador-presa que existem entre algumas delas (entre os intelectuais de esquerda e os de direita, por exemplo) e havendo também espaço para os intelectuais menos sociais (como Vasco Pulido Valente, conhecido pelo seu comportamento agressivo para com jovens estagiárias do Jornal de Letras). Para os
que acham que é errado separar os intelectuais dos humanos de
forma tão radical, Sá Fernandes lembra que "os intelectuais
são criaturas fascinantes mas muito sensíveis e precisam
de viver num ambiente controlado." De qualquer forma, a separação
não será tão radical como se pensa pois está
prevista a realização de safaris pela reserva em veículos
especiais preparados para impedir que os visitantes sejam atingidos
por uma estrofe de poesia renascentista italiana declamada por Vasco
Graça Moura ou apalpados pela mão peluda mas de manicure
cuidada de Eduardo Prado Coelho. Em relação
ao apoio do Bloco de Esquerda à sua candidatura, Sá Fernandes
afirma que ainda não está nada decidido e que tanto pode
aceitar o apoio do Bloco como de outras entidades que já manifestaram
interesse em apoiá-lo como os cabeleireiros Teresinha, a pastelaria
Flor de Moçambique ou o Clube de Futebol dos Olivais e Moscavide.
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