|
|||
| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
Para evitar novos processos sumaríssimos, jogos do Porto vão decorrer às escuras
Por decisão unânime da direcção, reunida num salão de chá da Invicta depois do encerramento para obras da casa de alterne em que costuma reunir a cúpula do FC Porto, os jogos realizados no Estádio do Dragão decorrerão sempre depois do pôr-do-sol e sem recorrer à iluminação artificial. Espera-se que assim não volte a haver processos aplicados a posteriori a jogadores portistas por agressão a adversários. A Inépcia tentou contactar o presidente do clube, Pinto da Costa, para obter esclarecimentos adicionais mas, após ter confidenciado ser um leitor assíduo, desculpou-se por ter de fazer o seu comentário por intermédio de gestos para não quebrar o blackout. Assim, de acordo com testemunho gestual do homem que levou o Porto ao topo do futebol europeu e mundial, “o problema é termos um monte de gente mal-intencionada a ver coisas que não deve como, por exemplo, o facto de termos jogadores no plantel que têm um tique incontrolável de alçar o cotovelo sempre que saltam com o adversário. Sendo assim, o melhor é evitar que possam ver coisas que só lhes vão fazer confusão. Até é um serviço público que prestamos. Devíamos receber uma condecoração e tudo. Ou duas.” As torres de iluminação do Estádio do Dragão deixam portanto de servir qualquer finalidade e serão desmontadas e vendidas, usando-se a receita daí decorrente para financiar a delicada cirurgia que transformará José Couceiro num sósia perfeito de José Mourinho, pretendendo-se que isso sirva de incentivo à equipa. Para facilitar o trabalho dos jogadores, a bola e as balizas serão revestidas com material fluorescente e o árbitro poderá recorrer a uma caixa de fósforos (de cabeça azul, claro) fornecida pelo clube para melhor avaliar os lances. |