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| E-zine satírico sem corantes nem conservantes | |||
Encontrada relação entre comportamento da população de Canas de Senhorim e presença de urânio no subsolo
Frederico Frederico, geólogo da Faculdade de Ciências de Tavira considera que “as caixas Tupperware obtêm melhores resultados na conservação dos alimentos do que, por exemplo, as da Domplex.” Quanto à possibilidade de o urânio provocar comportamentos aberrantes em alguns residentes de Canas de Senhorim, afirmou que “isso também é capaz de ser verdade.” As suspeitas
surgiram com uma série de atitudes bizarras do movimento que
defende a elevação daquela freguesia do concelho de Nelas
a município e que vão muito além do que seria aceitável
em manifestações de descontentamento popular, entrando
no campo da anormalidade pura. Outro comportamento incompreensível é a tendência dos membros do MRCCS para defender a sua causa com unhas e dentes, recorrendo à violência se preciso for, mas apenas quando estão presentes câmaras de televisão. Ou ainda a brilhante acção de protesto que consistiu no transporte de sacos de inertes das minas de urânio da Urgeiriça e sua deposição no jardim da Praça Afonso de Albuquerque em frente ao Palácio de Belém. O manuseamento de material nocivo terá tido efeitos nefastos na normalidade de comportamento dos canenses partidários da elevação a concelho pois, desde que decidiram boicotar o transporte de urânio da mina, um dos mais importantes depósitos de urânio da Europa, e usar os inertes nos seus protestos, a bizarria tem aumentado de forma exponencial. Luís Pinheiro foi contactado pela Inépcia para comentar mas recusou fazê-lo, prometendo-nos “umas lambadas” por não termos respeito pela “causa canense” e garantindo que os seus correligionários sabem muito bem que o urânio é uma matéria perigosa e que os inertes estão armazenados em caixas de sapatos empilhadas por baixo da sua própria cama, longe do alcance de crianças e produzindo uma agradável luminescência nocturna. |