Vaticano é o próximo alvo a abater pela coligação internacional
Inicialmente, pensou-se que os próximos alvos seriam a Coreia do Norte ou o Irão mas a constatação de que mesmo um país com uma força militar tão debilitada como o Iraque consegue resistir e causar alguns dissabores às forças aliadas forçou os líderes políticos dos países envolvidos na coligação a procurar alvos mais seguros, usando o argumento de que “afinal as coisas não estão tão mal no Irão e na Coreia do Norte como nos parecia inicialmente.”
“Com a queda de Milosevic a Europa deixou de ser afectada pelo vírus da ditadura e da opressão com uma única excepção. A cidade do Vaticano continua a ser um bastião do autoritarismo onde um homem vestido de branco tiraniza milhões de pessoas em todo o mundo,” considerou o primeiro-ministro britânico Tony Blair. Entre
as provas contra o Vaticano destaca-se o facto de as últimas eleições
se terem realizado há vinte e seis anos e, mesmo assim, o sufrágio
não foi universal sendo limitado a um punhado de cardeais de idade
inferior a oitenta anos. Para fazer face ao invasor, em caso de guerra que, de acordo com o secretário de estado, cardeal Angelo Sodano, não desejam, o Vaticano conta com o espírito aguerrido dos cerca de novecentos habitantes, quase exclusivamente membros do clero e com algumas dezenas de guardas suíços, a guarda pessoal do papa, armada com lanças, espadas, machados e fardamentos renascentistas. Hans Stolberger, capitão da guarda pontifícia garante que “o Vaticano vai resistir ao invasor custe o que custar,” retirando-se em seguida para afiar a ponta da sua lança. O
único receio das forças da coligação parece
ser a possibilidade de as autoridades da Santa Sé recorrerem ao
auxílio de instâncias superiores. Para evitar esse transtorno,
os Estados Unidos e a Grã-Bretanha irão sugerir brevemente
que seja incluído um parágrafo na carta das Nações
Unidas proibindo o uso militar de querubins, anjos, arcanjos e serafins.
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