Ministro da Saúde propõe que ser homem seja equiparado a doença incapacitante
Os factores incapacitantes da condição masculina são vários mas merecem destaque, por exemplo, as limitações do campo visual que dificultam o reconhecimento de cores como o salmão, o bordeaux ou o fúcsia; deficiências motoras ao nível dos membros superiores que impedem que se baixe o tampo da sanita ou irritações cutâneas crónicas que obrigam a coçar o baixo-ventre e as nádegas várias vezes ao longo do dia e mesmo em público. A proposta foi recebida com apreensão pela sociedade civil que a considera despropositada e até absurda. O Sindicato dos Marialvas, Galãs e Engatatões do Sul e Ilhas (SMGESI) já se manifestou chocado com a possibilidade de a masculinidade de que tanto se orgulham ser considerada uma deficiência. Gonçalo da Câmara Pereira, fadista, bomba viril, pai de filhos de pai incógnito espalhados por toda a Europa, e presidente do SMGESI, é peremptório. “Basta olharem para mim e verem se este exemplar perfeito do macho de cobrição português parece de alguma forma incapacitado,” afirma, acrescentando que “o ministro deve estar a precisar é de uma coisa que eu cá sei e até posso recomendar alguns dos membros do sindicato para lhe tratarem do serviço sem qualquer problema até porque é sabido que só quem leva é que é, quem dá não.” Se a proposta avançar, aproximadamente metade da população portuguesa será alvo de tratamento preferencial não apenas no acesso ao ensino superior mas também com a reserva de lugares especiais nos transportes públicos, acesso a caixas prioritárias nos supermercados e direito de passagem à frente nas filas. Para além destes direitos elementares, os homens portugueses terão direito a reforma antecipada com vencimento completo e sem idade mínima, passe social e o “cartão H,” documento que facultará descontos em várias lojas e que contará com o patrocínio da cerveja Super Bock. Uma das dificuldades de implementação desta proposta será a possibilidade de o número de reformados aumentar de forma atronómica, reduzindo a força produtiva de forma perigosa e colocando ainda mais pressão sobre um sistema de segurança social já à beira da falência. Para Luís Filipe Pereira, este problema poderá ser ultrapassado por um aumento do esforço e da produtividade das trabalhadoras femininas. Paulo Portas, líder do CDS-PP e actual ministro da Defesa, já manifestou o seu apoio à proposta do colega da Saúde, lembrando que sempre deu preferência ao contacto com os reformados e os doentes e que não vê qualquer tipo de problema no contacto com homens. |