Mulheres condenadas por abortar foram julgadas por tribunal a fingir
Esta
revelação vem confirmar afirmações proferidas
pelo primeiro-ministro em que afirmava não pretender ver mulheres
condenadas por fazer um aborto e que pareciam contrastar com as notícias
que vieram a público em várias ocasiões e que deram
conta, precisamente, da existência de mulheres condenadas por fazer
abortos. Afinal, tratou-se apenas de uma manobra preventiva explicada
por Bagão Félix: "A problemática dos abortos
clandestinos é algo que me preocupa há muito tempo e, ao
tomar esta medida, mostramos ter a abertura de espírito suficiente
para usar métodos alternativos de evitar que mulheres influenciáveis
caiam no vício hediondo da interrupção voluntária
da gravidez. A prevenção é sempre a melhor resposta
a qualquer problema." As mulheres que supostamente teriam sido condenadas em tribunal, foram apenas sujeitas a um julgamento encenado e protagonizado por militantes pelo direito à vida, que não deixou de se reger pelos princípios da imparcialidade. Depois da "condenação," cada uma das mulheres que recorreram à interrupção voluntária ilegal da gravidez foi conduzida a uma cela improvisada onde cumprem neste momento as suas penas de prisão fictícia. Para o ministro da Segurança Social, "não há qualquer problema pois não se trata de uma prisão a sério e sim de um mero exercício pedagógico." Para
Isilda Josué Ribeiro e Fontelo, mãe de oito filhos, esposa
de industrial de sucesso e presidente de movimento apologista do direito
à vida, "é um passo positivo no sentido da erradicação
desta prática terrível de uma sociedade que se quer humana
e solidária. As mulheres que abortam têm de ser ajudadas
a ultrapassar esta tendência homicida de forma razoável e
cuidadosa apesar de serem umas grandessíssimas porcas," e
acrescentando que "o aborto é inadmissível em Portugal
até porque Badajoz não fica assim tão longe como
isso." |