Testemunhas do processo Casa Pia identificam pedófilos em volumes de História de Portugal
Esta notícia vem no seguimento de uma outra que deu conta, recentemente, de que foram mostradas fotografias às testemunhas de personalidades públicas de relevo como Mário Soares, o presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, ou o cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. “Trata-se método perfeitamente aceitável e que permite apurarmos, de uma vez por todas, quem está envolvido e quem não está, acabando-se com as especulações constantes e com o lançamento de nomes para a praça pública,” considerou a mesma fonte do Ministério Público. Por enquanto, apenas existem testemunhos suficientemente coerentes para considerar suspeitos de prática de abuso sexual de alunos da Casa Pia três figuras identificadas através deste método: o rei D. Sancho II, o navegador Bartolomeu Dias e a lendária padeira de Aljubarrota. O facto de se tratar de figuras que viveram em períodos diferentes da história e de, no caso da padeira, não haver sequer a certeza de que tenha realmente existido, é desvalorizado pelos magistrados envolvidos no processo, faltando apenas “limar arestas” para eliminar “pequenas incoerências” nos testemunhos. Ao
que a Inépcia apurou, estas “pequenas incoerências”
estarão relacionadas com os testemunhos que referem Bartolomeu Para Dário Pampilhosa, especialista em Direito Penal e avançado-centro do Clube de Futebol “Os Marialvas” de Cantanhede, não se trata do golpe derradeiro na credibilidade do sistema judicial português porque “já estou por tudo. Ainda no outro dia me perguntaram se seria possível indiciar os cantores Carlos do Carmo e Paulo de Carvalho por pedofilia, apresentando as canções ‘Os Putos’ e ‘Os meninos de Huambo’ como prova.” O recurso ao reconhecimento de novos suspeitos através de fotografia não ficará por aqui e o Ministério Público está a preparar um álbum contendo recortes de banda desenhada para ser apresentado a ex-alunos da Casa Pia que se queixam de ter sido violentados por Astérix, pelo Homem-Aranha e por um estrumpfe não indentificado, tendo o gaulês usado de violência desnecessária para consumar o acto. |