Portugal tem primeiro governo transgénico da Europa
A
notícia foi veiculada por um secretário de estado anónimo
na conferência de imprensa clandestina que, todos os meses, tem
lugar num vão de escada pouco iluminado e onde são anunciados
novos escândalos todos os meses para manter os mecanismos de desmentido
veemente do governo oleados. Este mês, existiam dois escândalos
à escolha. Um deles, era a revelação do passado escabroso
do ministro do Ambiente, Amílcar Theias, que terá alegadamente
cometido actos alegadamente anti-natura com diversos alegados utensílios
de alegada cozinha que seriam, na altura, alegadamente menores de idade
e com destaque especial para uma colher de pau firme e polida particularmente
provocante e que já antes tinha tido problemas do mesmo género
e com uma reputação conhecida em toda a vizinhança
de ser uma “grandessíssima badalhoca.” No entanto,
escândalos sexuais envolvendo políticos já estão
muito batidos e optámos por abordar a revelação da
existência de ministros transgénicos no actual governo. As alterações genéticas foram levadas a cabo por uma equipa de cientistas cabo-verdianos contratada pelo governo pouco após a vitória do PSD nas eleições com o objectivo de garantir que Durão Barroso e a sua equipa estariam à altura do desafio, preocupação que deriva do facto de a demissão inesperada do anterior primeiro-ministro, António Guterres, ter precipitado a subida ao poder de um conjunto de pessoas que não esperaria chegar ao poder tão cedo. De acordo com o professor Nilton Djão, do Instituto de Genética, Mornas e Coladeras (IGMC) da cidade da Praia, “manipulaçon genéticu ta representa um melhoria considerável di capacidadis di qualquer governante” e considera que os portugueses ficarão satisfeitos com a prestação dos ministros mais tarde ou mais cedo nem que seja só pelo sentido mais apurado do ritmo que lhes foi incutido pelos especialistas da terra de Cesária Évora e que melhoraram de forma considerável a kizomba do ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes. Sem qualquer tipo de certeza e da forma totalmente irresponsável e contrária aos princípios da deontologia jornalística a que já habituámos o público, podemos adiantar algumas hipóteses em relação à identidade dos ministros transgénicos e à natureza dos cruzamentos genéticos efectuados. Assim, o ministro Bagão Félix resulta obviamente de um cruzamento entre coruja (basta notar os olhos permanentemente arregalados) e rabanete; a ministra Manuela Ferreira Leite possui genes de cabra e centopeia, dois animais com reconhecidas competências na área da economia, enquanto que o ministro Paulo Portas é fruto de um cruzamento entre os códigos genéticos de um borrego efeminado e de um primo afastado do falecido Dr. Oliveira Salazar com muito pouco jeito para a política. O próprio primeiro-ministro terá visto o seu código genético enriquecido com genes humanos. Existirão
mais ministros transgénicos (ou talvez não) mas, nalguns
casos, os cruzamentos com animais ou plantas são tão óbvios
que nem vale a pena enunciá-los (recorde-se que o ministro Morais
Sarmento foi visto recentemente a perseguir um carro e a urinar em postes
de iluminação pública nas imediações
da Assembleia da República). A organização ecologista Greenpeace manifestou o seu desagrado junto do governo português por considerar que os políticos transgénicos poderão ser nocivos à saúde pública mas, depois de constatar o que o governo PSD-CDS tem feito ao longo dos últimos anos, concordou que as coisas só podiam melhorar. |