UEFA proíbe Durão Barroso de ficar na zona reservada dos estádios à espera de ser entrevistado
Para o presidente da UEFA, o sueco Lennart Johansson, “não se trata de um ataque pessoal ao primeiro-ministro português mas apenas um meio de evitar que a zona de acesso ao campo seja invadida por elementos estranhos que gostam de aparecer.” O primeiro-ministro já reagiu, rejeitando de forma veemente as acusações de que gosta de aparecer. “É falso,” afirma, “Não tenho qualquer desejo de aparecer. E os portugueses sabem-no bem. É por isso que confiam em mim como ficou bem patente na mensagem que transmitiram aquando das eleições para o parlamento europeu e que eu captei com os meus poderes telepáticos. Aliás, quem não acreditar que não gosto de aparecer pode ver as imagens da cobertura mediática da cimeira dos Açores que antecedeu a invasão do Iraque em que praticamente não apareci.” Mas a opinião do chefe do governo português é desmentida por várias fontes. Thomas Helveg, um dos jogadores da selecção da Dinamarca, recorda que no fim do jogo contra a Suécia no Estádio do Bessa, que acabaria por ser decisivo para o apuramento das duas equipas para a fase seguinte da competição, havia um “anãozinho estranho que andava de um lado para o outro a sorrir de maneira imbecil para os jogadores.” Helveg lembra ainda que não sabia tratar-se do primeiro-ministro de Portugal senão não o teria, obviamente, agredido com um violento pontapé nas nádegas acompanhado do grito “Desaparece daqui, ó pigmeu narigudo” em dinamarquês ao que Durão retorquiu com mais sorrisos e a frase “Captei a mensagem mais uma vez” num inglês imperfeito, enquanto se afastava em passo apressado, esfregando o local dorido com uma das mãos. No entanto, a história não é contada da mesma maneira por todos, já que o sueco Magnus Hedman refere que não era bem um “anãozinho estranho” mas sim uma criatura parecida com os trolls, seres narigudos e irritantes que habitam as florestas de acordo com o folclore escandinavo. Anders Andersson, outro elemento da equipa sueca presente no local, e o único a jogar em Portugal ao serviço do Belenenses confessa que não reparou tratar-se do primeiro-ministro senão teria avisado os colegas para não o tratarem de maneira tão rude mas desculpa-se com o facto de não acompanhar a televisão portuguesa e de só ler jornais desportivos. “O único político português que reconheço é aquele Paulo Pedroso e só porque o colégio da Casa Pia fica perto do Estádio do Restelo,” afirmou. |